terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Sexo entre Adultos

Antes da fase adulta, o sexo é algo novo, divertido, sem restrições, simplesmente movido à curiosidade e hormônios borbulhando. A fase adulta (deveria pelo menos) ameniza os hormônios e faz com que o corpo entenda o sexo de uma forma mais instintiva: Sou um macho, preciso copular o maior número de fêmeas (ou outros machos, dependendo) possível para não comprometer a espécie. Claro que quando isso chega no cérebro embaralha tudo e a ultima coisa que fazemos é sexo para não comprometer a espécie, mas pelo menos, biologicamente é isso que acontece.

Quando a gente compara nossa primeira vez com o sexo depois de adulto a gente percebe inúmeras diferenças interessantes.
A primeira é que o sexo não é desajeitado. A gente sabe exatamente o que quer, como fazer, e porque fazemos. Antes, a gente mal sabia nossos próprios fetiches.
A segunda é que o sexo depois de adulto é mais rápido. No caso dos héteros, eles não precisam ficar uma hora cortejando uma mulher para conseguir, afinal, a ladainha do "primeira vez especial" já foi quando ela tinha 15 anos.
A terceira é que o sexo se torna menos necessário, e mais freqüente. Pode não fazer sentido, mas faz. XD

Lembro-me bem do dia em que pela primeira vez eu fiz sexo como um adulto. Foi péssimo na realidade, mas foi bizarro. Mas em vez de contar essa história, contarei a de uma amiga, que é bem mais interessante.

Laís saia do trabalho, quando passou pelo porteiro do prédio onde trabalhava. Ela já havia notado a troca de olhar, e a aliança no dedo dele. Ou seja, homem casado, NÃO. Ainda assim, era agradável para o ego dela aquele cara estar interessado. Um belo dia, enquanto ela descia, ele a abordou no corredor.
Quando se é adulto, o sexo acontece em qualquer lugar.
Ele a levou para um banheiro no fim do corredor, e ela foi tentando se esquivar dele durante o caminho. "Não... não..."
Ele a colocou dentro do box e foi virando-a, enquanto ela negava (falsamente) "Não.. não.. nã..calma ai, o zíper.. não...!"
Bem, depois, eles nunca mais se falaram. Não tinham vínculo nenhum. Transavam, vez ou outra, mas era só isso. Laís nunca se sentiu tão adulta!

E usada.
Ela não se sentiu usada, ela usou também.
Hm, faz sentido.

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