domingo, 14 de agosto de 2011

A Oficina

Deveria só ser mais uma quinta comum, e uma sexta mais comum ainda, mas não foi. Claro que não. Nessa semana, resolvi fazer algo diferente, tomei meus bons café horrível do IFF, e fui para a Oficina de Circo e Dança Popular no qual havia me inscrito, e assim, foi MUITO FODA.

Aí vocês imaginam, geralmente oficina de teatro em campos a gente encontra sempre as mesmas pessoas chatas de sempre, mas não dessa vez. Vários rostinhos novos e felizes doidos para sair de lá dançando Frevo pelas ruas, e uma professora que era uma versão da Maysa adulta ABSURDAMENTE FELIZ rindo inocentemente (ou não) do nosso fracasso (repito: fracasso)

Na oficina tinha pessoas bem diferentes... TInhamos o garoto-estrela que tem o corpo definido, facilidade de dançar qualquer coisa, mas personalidade altamente infantil; Tínhamos a atriz do grupo de teatro rival direto de Cátia Cantagalo (uma espiã, talvez?), tínhamos a professora de Educação Física que foi a única que se deu bem nos alongamentos anormais e sobre-humanos, tínhamos meu amiga (isso não é erro de português, ok? eu escrevi meu amiga mesmo) B. e a pessoa que eu namoro, L. (toda vez que alguém escreve sobre o namorado sem deixar claro o sexo dele, é pq o sexo dele é o msm desse alguém. Ou seja: GAY).

O primeiro dia seria Circo, e o segundo, dança popular. Fui para lá com L. querendo desistir, querendo ir embora, com vergonha de tudo (pffffffff), mas eu insisti e ele... ela, ela, acabou ficando lá mesmo. Mas confesso que eu estava bem nervoso.
Eis que me chega a Emília do Séc. 21, toda feliz e sorridente, olhos azuis penetrantes, aquela expressão de Chucky (VEM BRINCAR COMIGO???) no rosto, com sua filha linda (quase roubei pra mim, me apaixonei por ela, ela falava sozinha e tinha o cabelo bom!) e já foi logo iniciando os alongamentos.
PORRA.
Que alongamentos foram aqueles que ME DESTRUIRAM? Não é possível que eu esteja tão velho assim. Na moral. Nos contorcemos terrivelmente. A única coisa realmente produtiva foram as idéias que eu tive para reproduzir aqueles alongamentos mais tarde, no meu quarto, devidamente acompanhado (ou não). E aí partimos para o Circo.
Entende-se por Circo: CAMBALHOTA.
Cambalhota para frente, para trás, de ladinho, pulando, de cabeça pra baixo, cambalhota na parede, cambalhota reversa, inversa, cambalhota inversamente proporcional, ufa, só fiz uma, nas outras eu CORRI muito.
Não demorou muito para que a galera toda fosse se acostumando, se conhecendo, e confesso, foi muito divertido.
Depois de várias manobras sinishtras que eu estou com muita preguiça de narrar, fomos para os "agarramentos", ou como a Maysa-emília dizia: "As Pegadas".
Ainda bem que tinha um colchão atrás de mim.
A parada consistia na mulher se lançava graciosamente em você, você a segurava (pela barriga), ela virava de cabeça para baixo e em seguida você a erguia pela barriga. Ela fazia ALOKA no céu e depois caia no chão artísticamente.
Não foi isso que aconteceu.
A menina (que eu não lembro o nome) se jogou no meu abdômen e eu simplesmente fui arremessado pra trás. E isso se repetiu em TODAS as tentativas. Depois, eu fui 'a mulher' com Jaasiel e aí foi TENDÊNCIA.
Enfim.
No fim da oficina, tivemos que improvisar uma cena, e foi tanta confusão que no final todo mundo fez qualquer coisa e a Maysa-Sem-Sofrimento-At-All amou do mesmo jeito e saímos vitoriosos, par ao dia 2, que seria Dança Popular.

No dia seguinte, todas acorda cedo, todas vai pro IFF.
Chegando lá, a professora Sarah (Maysa-Emília-Feliz-Bonequinha de Porcelana que Vende No Shopping Popular, Segunda Loja à Esquerda) começou explicando sobre a dança, e que íamos aprender (ou não) 4 danças regionais do Brasil.
A primeira foi a dança do Coco, e essa sim, foi divertidíssima. As caras e bocas da professora (imaginem uma garotinha de 4 anos de birra porque ganhou a bárbie errada - a que ela queria era aquela que o cabelo muda de cor) eram geniais, e dinâmica da dança foi muito foda mesmo. Rendeu altas piadas internas.
Depois, passamos para Makarukarakura-algo-assim e essa foi meio sem graça, mas B. encarnou PERFEITAMENTE a baiana velha. Sério. Foi medonho.
Depois, o Frevo.
ISSO
FUDEU
O
MEU
PÉ.
Aí fiquei mancando o resto da oficina toda, e não curti mais nada.
Na hora do relaxamento, quando estava acabando tudo, chega Cátia Cantagalo (tipo assim eu existo) para fazer carão, e foi todo mundo tirar foto.
Mas assim, eu curti de verdade, e ficou no ar um gostinho de quero mais bem intenso.
Espero que ela volte né? rs
...
E espero que meu pé fique bom logo. Mancar é O ERRO.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Relatos de Recém Adultos...

"Oi, meu nome é Geison, sou de família evangélica, morámos no interior do estado. Aqui temos pouco pra fazer, fora trabalhar, por causa deste tédio e marasmo acabei sendo seduzido por uma perigosa galera, os metaleiros da cidade. Os metaleiros sempre andam de preto, com as camisetas das bandas que veneram, como Iron Maiden, Mayhem, Pantera, Metallica, Mega Deth, etc. Usam calças jeans rasgadas, cabelos compridos, unhas grandes e pintadas de preto, colares com avatares e símbolos pagãos e toténs indígenas. Fora o vestuário ainda há a ‘atitude metal’: Cuspir no chão, maltratar e desrespeitar os mais velhos, fazer uso de entorpecentes, vandalizar, pixar, agredir homossexuais, rituais umbandas, dentre vários absurdos.
Pra ser aceito no grupo é fácil, mas é um caminho sem volta. Poucos conseguem sair.
O Início Conheci o Chico Tuíta na xerosque onde eu trabalhava. Ele sempre andava com uma camiseta escrito ‘AC/DC’, que quer dizer Anti-Christ / Devil’s Child (Anti-Cristo / Filho do Diabo), banda australiana de adoradores do diabo.Chico se aproximou aos poucos, com aquela conversa fiada; um dia perguntou que tipo de música eu gostava. Respondi: “Gospel”. Ele gargalhou, disse que ia trazer ‘música de verdade’ pra eu ouvir. Foi o começo da minha perdição. O metal traz um ritmo hipnotizante, com guitarras distorcidas, percurssão umbandística e cabalística, feita para entrar na cabeça dos incautos jovens. Ouvi o CD de Chico apenas uma vez e já foi o bastante para a minha lavagem cerebral.
No fundo do poço Fiquei totalmente mudado desde então, passei a me encontrar com a turma todos os dias, estava me distanciando cada vez mais de Deus. O ponto de encontro preferido da turma era no cemitério municipal, onde era feito um consumo pesado de drogas e álcool. No cemitério eles jogavam o famigerado RPG, jogo de encenação de personagens demoníacos, bebiam e fumavam maconha e além disso criticavam os evangélicos nos ‘papos’. Na época eu estava com raiva de minha família, me sentindo revoltado, mas era por falta de Cristo no coração. Numa dessas conversas, Maiquel, o negro, deu uma idéia de jogar furadan (Veneno Mata-Rato) na caixa d’água da igreja. Todos riram e concordaram com a idéia. Nesta hora, Deus tocou meu coração. Ainda mais sabendo que toda minha família freqüentava a tal igreja.
Me levantei e falei que se jogassem alguma coisa na caixa-d’água eu denunciaria pessoalmente à força policial, e que além disso faria um alerta ao pastor Catarino, que presidia os cultos. Quando falei isso todos se voltaram contra mim, com os olhos vermelhos em braza. Notei então que estavam possessos por entidades de umbanda, como ‘Tranca-Rua’, ‘Pomba-Gira Cigana’, ‘Exu-Caveira’, ‘Chico-Xavier’ e ‘Zé Pelintra’. Onde eu havia me metido, Jesus ?
De volta aos braços de Cristo Me cercaram e tentaram me linchar e certamente teriam me estuprado também, mas com a graça do Nosso Senhor, consegui fugir e pular o muro. Refleti, orei e chorei muito aquela noite. Não sabia se merecia o perdão. No dia seguinte, cedo, nem fui à Xerosque, fui direto à Igreja e tive uma conversa de horas com pastor Catarino, que me instruiu no caminho do Senhor e me fez aceitar Cristo novamente. Hoje ainda vejo a famigerada turma metaleira, ainda perdidos e iludidos por aquele ritmo hipnótico e as letras satânicas com mensagens subliminares. Não é fácil sair daí, a minha recuperação foi longa e cheia de dificuldades, mas venci em Cristo, e hoje sou um respeitado obreiro, além de trabalhar como aprendiz de auxiliar de pedreiro. E futuramente, pretendo me tornar engenheiro civil ou até pastor."

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Maldito Freio

São que horas? Onze e vinte né? Beleza.
Papai e meu irmão foram no cinema, ver Capitão América, estou em casa sozinho com mamãe, sem ideia do que postar, sem inspiração, nem nada. Não estou deprimido, se eu estivesse, teria um milhão de insights agora (só acontecem quando estamos profundamente tristes XD), então vou aproveitar o embalo para contar uma história triste que não aconteceu comigo quando eu era criança.

Eu tinha cinco anos... hm. Acho que em primeira pessoa é tosco né? Em terceira pessoa vai ficar mais conceito. O garoto tinha cinco anos. Ele era do tipo pivete, que não parava quieto um segundo. Da turma, era a criança mais bagunceira, e mais sem-limites. Ele subia nas árvores, pulava os muros, entrava na casa dos coleguinhas rycos só de bermuda e com os pés pretos de lama. O garoto era uma criança digna de propaganda do Omo, e era absurdamente feliz.
Tinha um garoto no Bloco 17... Melhor dar nomes né? Se eu chamar todo mundo de garoto vai ficar confuso para leitores menos experientes. (hoho) Tarsis era um menino que vivia no bloco 17, dois anos mais velho que o Juliano (o garoto anterior para quem não conseguiu acompanhar), mas ainda assim eram muito próximos. Compartilhavam os mesmos assuntos (parando para pensar, quais os assuntos de uma criança de cinco anos? XD), as mesmas brincadeiras idiotas, davam risada quando alguma velha caía e ficavam jogando pilha gasta na janela dos vizinhos. Eram amigos que se mereciam. Entretanto, rolava uma certa rivalidade entre os dois, perante o resto dos amiguinhos, que por serem rycos e educados, não faziam NADA. Leia-se: NADA MESMO. Não encostavam o dedo na terra, com medo de germes. Essas coisas.
Um belo dia estavam todos no meu bl.. no bloco do Juliano, brincando de saltar os degraus da escada. Juliano então disse:
"Quer ver eu saltar do décimo oitavo degrau até o chão?"
Tarsis riu baixo e se aproximou.
"Duvido!"
"Então olha só."
Juliano fez um suspense qualquer, e fingiu que ia pular, mas não pulou. Deu uma risada baixa e e voltou para a posição em que estava. Todos lá em baixo (os rycos e poderozos) apenas riram também, mas Tarsis não riu.
Juliano até hoje não entende o que se passou na cabeça do garoto naquele momento, ele tentou várias vezes descascar a coisa, tentar analisar por diversos ângulos, mas foi inexplicável. Tarsis se posicionou atrás de Juliano e disse.
"Ah não. Agora tem que pular" E o empurrou.
Juliano caiu fazendo uma performance a la Usurpadora rolou loucamente, dezoito degraus, quando seu ouvido direito acabou penetrando num freio de uma bicicleta que estava encostada na escada. A manete rasgou o ouvido dele, chegou ao tímpano e com a pressão da queda, puxou a cabeça dele para trás, enquanto o corpo continuava a cair.
Juliano alcançou o chão, atordoado, o ouvido partido em dois, muito sangue, e permanentemente surdo.
Tarsis sumiu do condomínio e nunca mais foi visto. Os amigos rycos correram para suas casas e Juliano ficou lá gritando até que uma vizinha qualquer o viu, e deu ajuda.

Moral da história: Se for pular de 18 degraus, PULE. A não ser que esteja sozinho.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

P. resolve fazer uma dieta.

Querido Diário
P. Reis

Hoje começo a fazer dieta. Preciso perder 8 kg. O médico aconselhou a fazer um diário, onde devo colocar minha alimentação e falar sobre o meu estado de espírito.Por mais que dieta seja dolorosa, quando conseguir entrar naquele vestidinho preto mara... quer dizer. naquele casaco chadrez BEM MASCULINO, vai ser tudo de bom.

Primeiro dia de dieta.
Um queijo branco. Um copo de diet shake.
Meu humor está maravilhoso. Me sinto mais leve. Uma leve dor de cabeça talvez, mas nada que atrapalhe meu desempenho com os Porings.

Segundo dia de dieta.
Uma saladinha básica. Algumas torradas e um copo de iogurte. Ainda me sinto maravilhoso.
A cabeça doi um pouquinho mais forte, mas nada que uma aspirina não resolva, né? Contei pros meus amigos que não existem no TeamSpeak que estou fazendo uma dieta e recebi bastante apoio. Fomos no WOW só para eu poder dar um abraço neles de forma descente.

Terceiro dia de dieta.
Acordei no meio da madrugada com um barulho esquisito. Achei que fosse ladrão.
Mas, depois de um tempo percebi que era o meu próprio estômago. Roncando de dar medo.
Tomei um litro de chá. Fiquei mijando o resto da noite.
Anotação: Nunca mais tomo chá de camomila.

Quarto dia de dieta.
Estou começando a odiar salada. Me sinto uma vaca mascando capim. Estou meio irritado.
Mas acho que é o tempo. Minha cabeça parece um tambor. J. comeu um pratão de macarrão aqui hoje no almoço, que a empregada fez. Mas eu resisti. Anotação: Odeio J.

Quinta dia de dieta.
Juro por Deus que se ver mais um pedaço de queijo branco na minha frente, eu vomito! No almoço, a salada parecia rir da minha cara. Gritei com o boy hoje! Preciso me acalmar e voltar a me concentrar. Comprei uma revista com a Rihanna na capa. Minha meta. Não posso perder o foco.

Sexto dia de dieta.
Estou um caco. Não dormi nada essa noite. E o pouco que consegui sonhei com um pudim de leite. Fui para o computador e loguei nas minhas cinquenta contas de twitter para tentar elevar meu ego com opiniões de perfis que eu nem tenho certeza se existem pois isso é confortante...
Acho que mataria hoje por um pedaço de brigadeiro.

Sétimo Dia de Dieta
Fui ao médico. Emagreci 250 gramas. Tá de sacanagem! A semana toda comendo mato, só faltando mugir, e perdi 2a50 gramas! Ele explicou que isso é normal. Gay demora mais emagrecer, ainda mais na minha idade. O FDP me chamou de gordo e velho!
Anotação: Procurar outro médico.

Oitavo dia de dieta.
Fui acordada hoje por um frango assado. Juro! Ele estava na beirada da cama, dançando can-can. O ignorei completamente, e como sempre, tentei focar todas as minhas atenções com o Bafomé, e descontei minha raiva enquanto o atava com meu arco e flecha.
Anotação: O pessoal do escritório ficou me olhando esquisito hoje, J. diz que é porque estou parecendo a Gaga sem maquiagem.

Nono dia de dieta.
Não fui trabalhar hoje(na minha tenda em Prontera). O frango assado voltou a me acordar, dançando dança-do-ventre dessa vez. Passei o dia no sofá vendo tv. Acho que existe um complô. Todos os canais passavam receita culinária. Ensinaram a fazer Torta de morangos, salpicão e sanduiche de rocambole.
Anotação: Comprar outro controle remoto, num acesso de fúria, joguei o meu pela janela.

Décimo dia de dieta.
Eu odeio Rihanna.

Décimo primeiro dia de dieta.
Chutei o cachorro da vizinha. Gritei com o porteiro. O boy não entra mais na minha sala e as empregadas encostam na parede quando eu passo. Minha pontaria não é mais a mesma... não consigo acertar um mísero Poring. A galera do TeamSpeak agora me fez a piada da hora, e eu percebi que não quero ter vida social. Exclui todos da minha vida.

Décimo segundo dia de dieta.
Sopa. Sopa. Sopa. Sopa. Pensei sériamente no shake da Luciana Gimenez, mas pensando bem, melhor não. Tive uma abstinência de RPG Online, mas fiz novos amigos para me ajudar a superar... Anotação:Nunca mais jogo buraco com o frango assado. Ele rouba.

Décimo terceiro dia de dieta.
A balança não se moveu. Ela não se moveu! Não perdi um mísero grama! Comecei a gargalhar. Assustado o médico sugeriu um psicologo. Acho que chegou a falar em psiquiatra.
Será porque eu o ameacei com um bisturi?
Anotação: Não volto mais ao médico, o frango acha que ele é um charlatão.

Décimo quarto dia de dieta.
O frango me apresentou uns amigos. A picanha é super gente boa, e a torta, embora meio enfezada, é um doce. Tentei apresentar Ragnarok a eles, mas foi em vão, eles não tem dedos.. enfim... Dei mole mesmo.

Décimo quinto dia de dieta.
Matei a Rihanna! Cortei ela em pedacinhos e todas as fotos que tinha em casa. Abri o papelpop.com, vi uma foto dela e quebrei meu monitor. Joguei meu celular pela janela e não sei porquê, meu guarda-roupa é tão engraçado... fiquei contando piada pra ele a tarde toda.
Anotação: O frango e seus amigos estão chateados comigo. Comi um pedaço do Sr. Pão. Mas foi em legítima defesa. Ele me ameaçou com um pedaço de salame.

Décimo sexto dia.
Não estou mais de dieta. Aborrecida com o frango, comi ele junto com o pão.
E arrematei com a torta. Ela realmente era um doce. Depois de comer todos eles, respirei fundo, e fui numa lan house checar meu boot em Rag. Devo ter upado alguns lvls pra variar.


x-x-x-x-x-x-x-x-x

Créditos à... de certa forma, todo mundo. XD

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Viagem para Lugar Nenhum

E era sábado a noite. O que todos nós, humildes servos do subemprego fazemos num dia de sábado a noite? Saímos para os mesmos bares, com as mesmas pessoas, beber as mesmas coisas, enquanto escutamos as mesmas músicas e fazemos as mesmas piadas.
Embora seja ligeiramente repetitivo, todos nós adoramos e estamos sempre lá, tentando desesperadamente não repetir as roupas e fumar cigarros caros que não fornecem nicotina direito ao nosso organismo, tipo Black ou L.A.
As panelinhas são sempre as mesmas, os playboys genéricos (todos iguais), as piriguetezinhas (15+), as piriguetes (23+), a galera alternativa (todos iguais), os gays encubados, os gays extremos, enfim, vários estereótipos.
MAS...
Nesse verão resolvemos fazer algo diferente. Ia rolar uma festa junina de pessoas rycas e com cabelo bom na Lagoa de Cima, um local próximo da cidade, e nosso amigo pré-histórico M. estava com 5 convites. Então, pegamos uma vara de pescar, e na ponta colocamos um DVD original da Rihanna e tiramos P. do quarto dele até o carro, e L. foi junto. Nós 4 ligamos o GPS do celular de L. e fomos seguindo para a Lagoa de Cima, umas nove horas da noite.
A viagem em si foi bem clichê. Colocamos música alta no carro e fomos gritando, fazendo bagunça, a expectativa de bebida liberada na cabeça, quando a bateria do celular foi acabando e o GPS desligou. M. disse que sabia chegar lá, então fomos confiando nele... para o nosso azar. Chegamos num local terrível, cheia de pessoas esquisitas e com cabelo ruim, dançando funk de uma forma absurdamente exagerada, e nem sinal da tal festa. M. parou num posto e adivinha? Era do outro lado da lagoa. E não havia ponte.
Voltamos TODO O PERCURSO, dessa vez em silêncio, ainda em estado de choque, P. altamente traumatizado devido à uma negona sarada lá que esfregou a bunda bem no vidro do banco dele.
Voltamos e rodamos loucamente, e simplesmente não sabiamos para onde ir... foi quando vimos um carro saindo de um beco. Perguntamos se ele sabia como chegar na Lagoa e o motorista disse que também estava tentando ir pra lá.
O que nós fazemos?
É CLARO que fomos atrás de alguém que não conhecemos. Rodamos... e rodamos... e rodamos...
e era meia noite e a gente ainda rodava, quando o cara desistiu e foi embora, mas antes, disse para a gente que era por uma estrada de terra SINISHTRA sem luz que deviamos ir.
Sério, não consigo pensar em nenhuma piada envolvendo aquele lugar, era muito bizarro. XD
Enquanto P. fechava os olhos enquanto tentava imaginar a cotação do dólar em Prontera, L. ficava rindo alto e M. diriga reclamando de tudo, da vida, da gasolina, eu parei para olhar o céu estrelado sem luz e adivinhem? Vi uma estrela cadente. Foi mágico. Pedi para que eu achasse uma maleta com 5 milhões de dólares e foi quando descobrimos a estrada correta.
Chegamos lá e ouvimos de longe a banda dizendo: "Obrigado pelo convite, adoramos tocar...."
Nos entreolhamos tipo PUTA QUE PARIL A FESTA ACABOU, e é isso, entramos e não tinha NADA.
Descemos para a lagoa, onde jazia uma fogueira, fizemos carão, e depois foi todo mundo dormir.
Eita sábado a noite.